14 de janeiro de 2010

Michael Sheen entrevista Ashley Greene

Michael Sheen (Aro) fez uma entrevista com Ashley. Uma entrevista super bem humorada, muito divertida. Postando pra vcs!!


Nos filmes de Twilight, Ashley Greene interpreta a residente da saga e vampira boazinha, Alice Cullen — com o corte de cabelo espetado e um toque maternal, não há nada visível do desejo por sangue em seu sério comportamento de estudante. A carreira de Greene — e sua vida — mudou dramaticamente desde que foi escalada para a série blockbuster. Por exemplo, as garotas adolescentes tremem incontrolavelmente e irrompem em lágrimas quando a veem na rua. Por outro lado, faz apenas dois anos que Greene, 22 anos, estava sofrendo para conseguir pontas sem falas, e quase teve de sair de Los Angeles e retornar à sua cidade natal, Jacksonville, Flórida, onde ela havia planejado inicialmente estudar psicologia e Direito. Mas agora, ela está conseguindo filmes mais rápido do que consegue fazê-los — incluindo seu primeiro papel como protagonista, no próximo thriller sobrenatural, The Apparition. Michael Sheen, co-estrela de Greene em Twilight e New Moon, recentemente se encontrou com a atriz.


MICHAEL SHEEN: Okay. Esta é minha primeira pergunta. Essa é a única realmente séria, e o resto é bem divertido. A primeira é: como uma elfa, criada por humanos, você encontrou muita discriminação contra o pessoal místico aqui em Hollywood?

ASHLEY GREENE: Bom, acho que eles só têm inveja porque eu brilho, falo elfo e tenho orelhas pontudas e fofinhas.

SHEEN: É verdade.

GREENE: Então, sim, tem discriminação. Mas eu realmente não me importo.

SHEEN: Você é descrita como uma ‘fada’ frequentemente. Em meus dias mais novo, eu era descrito como parecido com um elfo. Acho que é muito mais fácil lidar com isso se você é uma garota bonita do que um garoto comum.

GREENE: Sinto muito por sua adolescência.

SHEEN: Obrigado. Bem, olhe, vamos parar um segundo e voltar para o começo, Ashley Greene. Você cresceu em Jacksonville, Flórida. Correto?

GREENE: Correto.

SHEEN: Agora fale sobre Jacksonville. Como é lá? E você poderia melhorar a coisa com algumas histórias sobre crocodilos?

GREENE: Eu só comi rabo de crocodilo frito uma vez.

SHEEN: Como foi crescer lá? A escola era boa? Ou era meio que um julgamento?

GREENE: Era ótimo. Quero dizer, era ótimo até eu perceber que tinha mais coisa no mundo. Eu frequentei a escola pública com um programa fixo de leis e psicologia. Mas bem antes do meu terceiro ano, eu decidi que queria ir embora e me tornar atriz, então eu me formei mais cedo e me mudei para L.A. Agora que estou aqui, não consigo me imaginar morando lá.

SHEEN: O que aconteceu? Você estava estudando leis e psicologia?

GREENE: Sim. E eu adorava as aulas. Tudo estava preparado para eu seguir esse caminho, que meus pais absolutamente amavam; eles ficavam tipo, “Nossa filha vai estudar Direito ou ser uma psicóloga!” E então do nada, eu joguei a história de atriz para cima deles.

SHEEN: Foi assim, do nada? O que a fez começar a pensar sobre isso?

GREENE: Eu só…por falta de um termo melhor, acabei caindo nisso — tenho certeza de que todo mundo vai me odiar por dizer isso.

SHEEN: Peças escolares?

GREENE: Não, nem isso. Eu sempre gostei de me apresentar. Eu gostava de estar na frente das pessoas. Era uma das coisas que eu adorava em Direito; nós fazíamos julgamentos de mentira, e eu podia me levantar e defender meu caso. Mas eu fiz uma aula de atuação, e depois da primeira aula, fiquei viciada. Quando terminei o curso, tinha um empresário, e depois viajei a Nova York e consegui um agente, e nesse ponto meu empresário e meu agente disseram à minha mãe, “Ela precisa se mudar para L.A.” Eu achei que eles eram loucos por dizerem isso, mas fico muito feliz que eles o tenham feito.

SHEEN: Bem, ir de Jacksonville, Flórida, a L.A. aos 17…Você era muito nova. Não foi uma coisa assustadora? Seus pais ficaram preocupados com isso?

GREENE: Foi mais assustador para meus pais do que para mim. Eu tenho uma certa maneira de pensar em que eu vejo algo, e sei que é isso que eu quero e assim eu me decido — e pronto. Foi tipo, é isso que eu quero fazer, e eu vou fazer, e tudo vai dar certo. Eu vou ser atriz. Não havia outra maneira. Meus pais, por outro lado…Obviamente, eles tiveram muitas conversas longas e noites de insônia. Eu sempre fui uma boa garota, então eles me orientaram. Eles disseram, “Se você for para L.A. e começar a virar essa menina doida, então você vai voltar e fazer faculdade.”

SHEEN: E eles ainda não te chamaram de volta?

GREENE: Bom, houve uma ou duas vezes em que eles disseram, “Você provavelmente deveria voltar para a Flórida.” Mas aconteceu que toda vez que eles me diziam para vir para casa eu coincidentemente conseguia algum papel. Não sei se foi sorte ou o destino, e tudo aconteceu no tempo certo, ou se era só eles dizerem, “Você vai voltar para casa,” que eu imediatamente entrava num modo sobrevivência e conseguia alguma coisa para mim. Mas, seja o que for, aconteceu. E eu me esforçei. Definitivamente me esforçei. E eu sempre agradeço aos meus pais por me deixarem fazer esse esforço, porque você não aprecia muito, eu acho, se você não percebe o que ganhou. Mas eles pagaram meu aluguel no primeiro ano.

SHEEN: Então, você aparece em L.A. com sua passagem de ônibus e um ando de aluguel no bolso, e aí o que acontece? Como foram as primeiras audições?

GREENE: A primeira audição que eu fiz foi para Days of Our Lives.

SHEEN: Você viu Joey Tribbiani lá?

GREENE: Não, infelizmente não.

SHEEN: Dr. Drake Ramoray?

GREENE: Eu fiz o teste para isso cinco vezes, e eu conheci os produtores — foi aquela coisa…a primeira audição foi muito boa. Quero dizer, eu tinha um empresário na Flórida e consegui um agente antes de mudar para a Califórnia — eu fui para L.A., tudo preparado, e eu fui extremamente bem na minha primeira audição, então eu tinha essa falsa esperança na mente. Sabe, todo mundo diz que é muito difícil, mas aí você chega e se dá extremamente bem na primeira tentativa. E depois a realidade te atinge, e depois é só nada, nada, nada por um longo período de tempo. É claro, eu não consegui o papel em Days of Our Lives. Eles só brincaram comigo um pouco.

SHEEN: Como foi que Twilight apareceu? Você se lembra de como tudo aconteceu?

GREENE: Era só mais uma audição. Meus empresários estavam tipo, “Você vai em um ótimo escritório de casting. Eles escolhem o elenco de ótimos projetos. Eles são persistentes. Se você for mal, eles não vão te ligar de volta.” Então eu fiquei tipo, okay, vou prestar mais atenção. Depois eu soube que não havia um script, mas havia um livro. Então eu comprei a série e me apaixonei por ela. Depois essa determinação me atingiu e eu fiquei tipo, Okay, eu vou conseguir esse papel e isso vai acontecer. Eu trabalhei pra caramba por isso.

SHEEN: Agora há muito mais para toda essa coisa de Twilight do que só os filmes, certo? Tudo combina com isso — é um fenômeno enorme. Como é estar bem no epicentro de tudo isso?

GREENE: [suspira] É uma coisa difícil de entender. Eu estava trabalhando num restaurante. Eu consegui o papel em Twilight, coloquei um aviso de ausência por duas semanas, me arrumei, fui para Portland, filmei, e depois começou essa loucura. Isso me ajudou a colocar o pé em certas portas antes mesmo do filme sair. Eu fiz quatro filmes independentes durante o intervalo entre Twilight [2008] e New Moon. Na verdade eu nem tive tempo de sentar e processar isso tudo. Mas quando você finalmente para e pensa nisso, é incrível.

SHEEN: Você tem o quê, 22 anos?

GREENE: Sim.

SHEEN: Eu estive em L.A. e em Hollywood por talvez seis ou sete anos indo e voltando, e isso para um cara mais velho. Eu não sei como teria lidado com o tipo de sucesso que você tem na sua idade, porque as pessoas realmente reagem de maneira totalmente diferente se o sucesso está associado a você. Como você lida com isso?

GREENE: Eu acho que se fosse fama por outra razão, então seria um pouco diferente. Mas com esse filme em particular, as pessoas se apaixonaram muito por isso — por meu personagem, mas também por mim, realmente se identificando comigo e querendo ser minhas amigas. E então elas choram, e ficam tão nervosas.

SHEEN: As pessoas choram mesmo na sua frente?

GREENE: Sim. Ah, sim. Os fãs tremem e choram. Você meio que não sabe o que fazer. Eu dou um abraço neles ou algo assim. As pessoas me perguntam se eu fico irritada, mas você não pode ficar irritada com algo assim.

SHEEN: Você tem certeza que elas não choram depois que você as abraça? Talvez elas não queiram ser abraçadas.

GREENE: Eu vou ver isso do jeito que eu quiser, mesmo que não seja a verdade. Eu sou uma atriz.

SHEEN: Certo então.

GREENE: Mas sabe, a maioria dos meus fãs são muito educados e ótimos. É muito cedo para eu estar esgotada. Pergunte-me em 10 anos ou algo assim… Eu acabei de conseguir o papel principal num filme da Warner Brothers, e provavelmente parte disso foi porque eles sabem que todos esses fãs existem. Quer dizer, espero que seja por causa do meu talento, também.

SHEEN: Esse é The Apparition?

GREENE: Sim. A coisa legal sobre esse filme é que é muito sério. É mais um thriller. E, pela primeira vez, fui a primeira a ser escolhida. Eles me consultaram sobre o protagonista homem, e nós estamos falando ininterruptamente sobre esse personagem, então é meio que uma nova fase na minha carreira.

SHEEN: Quando eu estava no set dos filmes de Twilight, eu pude ver que Kristen e Rob têm muita influência. Eles têm poder dentro da franquia agora, parece — e provavelmente é. As pessoas perguntam as opiniões deles, e para atores tão jovens, eles parecem ter muita influência no que acontece. Você diz que agora, com esse filme, você pode se envolver mais. Isso é algo de que você gosta? Ou essa responsabilidade também é muito assustadora?

GREENE: Seja qual for a razão, eu gosto. Parte disso deve ser porque eu pude trabalhar tão perto dessas pessoas, e ver de perto como eles lidam com coisas assim. Mas estou muito animada. Uma das coisas mais legais foi quando eu estava lendo com as pessoas num papel, e esse cara entrou, e eu só falei tipo, É esse cara. Você simplesmente sabe.

SHEEN: Não é só porque você deu uma paquerada nele?

GREENE: Não. Na verdade, eu conheço a namorada dele.

SHEEN: Eu soube que você se sente muito atraída a garotos bonitos.

GREEN: Oh…um, não…Ele não é…Quer dizer, todos os caras em Hollywood são bonitos.

SHEEN: Bom, você me viu, então você sabe que isso não é verdade. Esta é uma pergunta completamente aleatória: quando você conheceu Adam Lambert, quem estava usando mais maquiagem, você ou ele?

GREENE: Acho que era ele, na verdade.

SHEEN: É, eu vi as fotos. Twilight obviamente abriu muitas portas para você. Eu não vi você como correspondente de moda no VMA esse ano?

GREENE: Eu fui, sim.

SHEEN: Então obviamente você desenvolveu um interesse por moda desde a última vez que eu a vi.

GREENE: Você é um idiota.

SHEEN: [risos] Não diga isso. Eu sou o entrevistador, e você não pode chamar a pessoa que está te entrevistando de idiota. Foi por isso que eu concordei com isso: eu posso fazer o que eu quiser. Então fale sobre moda. Você se sente pressionada toda vez que precisa sair porque sabe que há uma grande chance de alguém tirar uma foto sua andando pela rua? Você sente uma pressão para não usar shorts jeans e chinelos?

GREENE: Houve um momento na minha vida em que eu tive esse mini-colapso porque tudo era muito novo, e tudo estava sendo jogado para mim muito rapidamente, e eu estava, “Por que as pessoas estão notando isso? Por que as pessoas se importam com o que eu visto ou com o que eu como, e por que elas estão olhando assim para mim porque eu não estou de salto alto?” Essa é a desvantagem de estar sob o olhar do público. Quando as garotas vêm até mim e dizem, “Você é um exemplo para mim,” é realmente um elogio, mas também é bem assustador porque eu não sou perfeita e eu vou cometer erros. Eu decidi que tenho que continuar vivendo minha vida e fazendo o que eu faço. Felizmente, as pessoas me amam por quem eu sou, não por quem eu pretendo ser.

SHEEN: É verdade que você sempre pede um dublê homem porque você tem os dois tipos de órgãos sexuais?

GREENE: Eu posso pedir um dublê homem porque eu tenho ombros largos, mas definitivamente não porque eu tenho os dois órgãos sexuais, não.

SHEEN: É verdade que o seu Twitter é LoucaPeloRob23?

GREEENE: Com certeza, isso não é verdade.

SHEEN: Okay, última pergunta: em exatamente 10 anos, o que gostaria de estar fazendo?

GREENE: Eu terei 32 anos. Talvez tendo um filho?

SHEEN: Você gostaria de estar tendo dores agonizantes nesse momento daqui a 10 anos?

GREENE: Eu tenho uma alta tolerância à dor. Não, eu acho que algo como estar fazendo um filme realmente incrível e inspirador, com uma personagem feminina forte. Acho que quando eu tiver 32, vou estar disposta a coisas assim.

SHEEN: Quais são algumas das performances femininas em filmes que você viu e que te inspiraram?

GREENE: Charlize Theron em Monster [2003]. Ela é uma das pessoas mais incrivelmente bonitas da atualidade, e quando eu estava assistindo àquele filme, ela me assustou demais. Eu achei que ela fez um trabalho fantástico.

SHEEN: Eu assisti 500 Dias Com Ela [2009] no outro dia. Achei que Zooey Deschanel estava fantástica.

GREENE: Ela é a rainha dos indies. E Joseph Gordon-Levitt fez uma ótima transição, também.

SHEEN: Você faz parecer que ele é um alien. “Ele fez uma transição.”

GREENE: Não, estou só dizendo que eu posso ter uma mini-queda por ele. É só o que estou dizendo.

SHEEN: Bom, isso é uma entrevista, não uma agência de namoro. Não estou aqui para arrumar encontros para você. Mas, deixando isso de lado, acho que já tomamos muito do seu tempo. Você pode voltar à sua vida muito mais importante que você tem acontecendo aí.

GREENE: Tipo, jantar.

SHEEN: À propósito, você deu a resposta errada para a pergunta dos 10 anos no futuro. A resposta correta é: trabalhar comigo.

GREENE: Ah, é claro. Fazer um filme fantástico com Michael Sheen. Em que ele interpreta um elfo.

Fonte: twilighters

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