Entrevista com a Kristen onde ela fala do filme The Yellow Handkerchielf. A tradução foi feita pelo site twilighters.
Em The Yellow Handkerchief, Kristen Stewart é Martine, uma adolescente solitária e problemática que acaba caindo na estrada com Gordy (Eddie Redmayne), um jovem garoto que tenta se aproximar dela, e Brett (William Hurt), um ex-presidiário que acabou de sair da cadeia após cumprir pena de seis anos por homicídio e que está tentando se reconciliar com seu passado. O trio está viajando para a mesma direção, mas logo descobrem a solução para seus problemas, algo que os mudará de várias maneiras.
Na conferência de imprensa do filme, Kristen Stewart falou sobre como se preparou para participar desse filme. Ela também falou sobre seus projetos futuros como Amanhecer, o último filme da Saga Crepúsculo que pode ser dividido em duas partes, como ela está animada para o lançamento de The Runaways em março e que espera estrelar o filme K-11 com sua mãe na direção.
Como foi interpretar essa personagem, já que você não havia feito muitos papéis principais desde então?
Kristen: Sempre que você tem que interpretar alguém que não é você mesmo, você está entrando em outro território, mas é isso o que fazemos. Se o papel for maior, é mais coisa para fazer e isso é sempre bom.
Como a Martine soou para você?
Kristen: Sou parecida com ela no quesito de ser a típica garota que realmente quer sair por aí, ficar sorrindo e que acaba no meio daquilo tudo que está acontecendo, mas que já ficou sem-graça por várias coisas tantas vezes que é tipo, “eu não posso mais fazer isso.” Acho que ela se isola do mundo. Ela se coloca acima de todos. Ela não fala com as pessoas porque elas já a decepcionaram tantas vezes e, por causa disso, ela se acha melhor do que os outros. E com essa viagem, o que é legal ver as coisas pelas quais uma pessoa nova como ela passa, ela percebe, “Ah, Deus, eu nunca te enxerguei antes, e agora estou abrindo os meus olhos e posso te ver, e eu estava errada.” Eu gostei disso.
Você sabia que ele foi baseado em um filme japonês, você assistiu ao filme original?
Kristen: Eu sabia sim, mas não assisti a ele porque é diferente. É um filme completamente diferente.
Qual foi o envolvimento do produtor Arthur Cohn no filme?
Kristen: Ele tinha tanta fé no material. Aquela coisa de velha guarda tipo, “Sou o produtor e vou cuidar de todos, as coisas mais importantes daqui são o filme, as atuações, o chocolate e o público.”
Sua personagem não tem sorte com os garotos, do pai ao garoto que dá um fora nela no começo do filme. O que chamou a atenção de Martine em Gordy (Eddie Redmayne)?
Kristen: Ela provavelmente não tinha aquela necessidade de ser conquistada, ela apenas abriu seus olhos e não ficava mal por causa dos caras que a magoaram. Ela é o tipo de garota que se deixa levar. Toda vez que ela confia em alguém, acaba se decepcionando. Muitas coisas reveladoras acontecem com essa viagem.
Para mim, o que fez a Martine dar uma chance ao Gordy foi como o Brett (William Hurt) olhava para ele. E então, há uma coisa quando eles atropelam um veado na estrada e como ele fica realmente comovido com isso. Ele a ajuda também. Ela acaba deixando de ter vários preconceitos, coisas que ela nem sabia que tinha. Ela começa a ser abrir mais para as pessoas. No começo do filme ela é uma pessoa bem fechada, e percebe que não é assim que quer ser.
Como uma jovem atriz, como foi para você trabalhar com alguém como o William Hurt?
Kristen: Ele é absolutamente o ator mais atencioso, mais esforçado com quem eu já trabalhei. Eu digo isso sobre os atores com quem gosto de trabalhar. Eu digo, “Ah, eles são esforçados, eu realmente gostei deles,” sobre várias pessoas, mas você não sabe mais do que ele basicamente em tudo. Falando sobre o filme, ele faz com que seu trabalho fique mais complexo para ser entendido. Eu não entenderia o propósito deste filme se não fosse por ele. Tenho certeza de que teria uma ideia completamente diferente do filme.
Quais cenas em particular te marcaram?
Kristen: A cena do nosso primeiro beijo foi A cena. Foi algo grande, especialmente do jeito que foi escrito. Minha personagem era tão explosiva e sensível. Você nunca esperaria muito de algo pequeno assim. Foi tipo, “O que está acontecendo com você?” E, seus problemas estão tão longe de qualquer coisa que o Gordy poderia entender. Tipo lados opostos de um imã. Nem consigo assistir à essa cena.
Foi a coisa que mais me intimidou, tecnicamente falando. Ela está tão explosiva e emotiva nessa cena, tão ferida naquele momento, e você não a conhece direito. Foi um momento decisivo para ela, e eu estava nervosa por fazer isso errado, algo do nada. Eu não queria que ela parecesse uma garota arbitrariamente estranha, emotiva sem razão alguma.
Os personagens foram escritos tão completamente, e se não o fizéssemos desse jeito, nada teria sentido. A história ficaria sem sentido porque ela é única. Não é como se todas essas histórias acontecessem do nada. Todas essas pequenas coisas sobre os personagens não são faladas. Eu estava nervosa sobre isso. Mas, a última cena do filme foi algo que realmente me marcou porque foi escrita de modo diferente também. Chegamos lá e não tínhamos muito tempo para gravar. Estava chovendo e estávamos tipo, “Ok, temos 10 minutos para fazer isso.” O jeito que foi escrito, ela estava muito emocionada. Tudo estava tendo um resultado sobre ela. Ela tem uma pele fina e sente muito tudo isso. Aquele é o momento que as coisas começam a acontecer, o momento que precisava ser eficaz.
Ter um sotaque foi sempre algo fácil para você?
Kristen: Eu tive que estudar isso, para que eles pudessem usar. São 15 sotaques diferentes, isso apenas em Louisiana. E aí você já imagina como é.
Como foi filmar em diferentes locações?
Kristen: Estávamos em todos lugares. Mas foi legal porque se trata de um filme sobre uma viagem, e sentimos que era isso mesmo. O set era móvel.
Você conseguiu se divertir em Nova Orleans ou apenas trabalhou lá?
Kristen: Filmamos durante o verão, eu tinha acabado de fazer 17 anos. Eu amo Nova Orleans. Eu trabalhei lá ainda sendo menor de idade. E ainda sou. Nova Orleans é uma cidade para sair, mas apenas poder andar por lá foi maravilhoso. É um lugar maravilhoso. Eu posso ir lá e ver algum show, mas tenho que ficar do lado de fora e é tipo, “Nossa, que legal.”
Há algo sobre Nova Orleans que você realmente gostou?
Kristen: Eu gostei de brincar com as mulas que andavam pela Jackson Street. Eles ficavam tipo, “Vamos lá dar uma volta nelas!”, e eu “Sem chance!” Eu gostava de brincar com elas. Eu não ia sair por aí arrastando elas.
Quando você tem a oportunidade de viajar sozinha, essas viagens se tornam profundas, tipo viagens de auto-conhecimento?
Kristen: A única viagem que fiz foi de volta a Portland. Quando eu estava filmando Crepúsculo, eu comprei uma picape e dirigi de volta para casa. Não foi a experiência mais transformadora, mas foi legal. Me deu um senso de liberdade. Eu estava saindo um pouco de algo que foi uma experiência intensa.
Por passar muito tempo longe de casa, quando você vai para algum lugar, você tenta fazer dele a sua casa ou se adapta ao estilo de vida de qualquer lugar que esteja?
Kristen: Eu tento fazer isso. Eu conheço atores que vão para os locais das gravações e transformam seus trailers em suas casas. Colocam fotos neles e tudo mais. Não faço isso. Eu gosto de estar no lugar. Você meio que tenta fingir que realmente vive lá.
Já que agora você pode escolher os papéis que quer fazer, o que te atrai em um papel? Pelo que você procura nos roteiros hoje em dia?
Kristen: Você pode dizer que, bem, eu gosto de papéis assim porque são diferentes do que já fiz. Não posso planejar as coisas porque nem sempre a personagem bate comigo ou o roteiro é bom – o que me leva a escolher um filme como ele é – é algo bizarro, se você pensar a respeito, é mais do somente estar no filme. Falando por mim, de algum jeito, é sempre difícil descrever isso. Eu não sei o que procuro. Essa é a primeira vez que não tenho nenhum projeto à espera. Tenho um horizonte totalmente limpo pela frente, isso é muito bom.
É assustador não saber o próximo projeto que fará, ainda mais em um negócio tão imprevisível como a indústria cinematográfica?
Kristen: Para ser honesta, você não presta muita atenção ao roteiro, eles querem que ele seja algo que dê dinheiro, mas isso é óbvio. Eu apenas quero fazer aquilo que acho que seja motivador, e não consigo ser específica sobre isso. Tenho muita sorte e não acredito em tantas oportunidades que tive. É maravilhoso.
Você fez esse filme antes de Crepúsculo. Você teria feitos as coisas diferentes agora que tem fama internacional?
Kristen: Acho que sigo o meu coração, não me prendo nessas coisas. Seria uma pena porque eu tinha feito um dos filmes, e eu sei que serão quatro ou cinco deles, mas é uma história e um projeto para mim porque é a mesma personagem, isso afetaria as escolhas que faço. Eu não tenho esse esquema sobre como as pessoas irão receber os filmes que faço, na ordem em que os faço, e o porquê de eu fazer filmes de terror ou filmes sobre adolescentes desajustados, que são algo que recebo direto. São apenas pessoas que eu realmente quero interpretar. Nem sei que diabos estou fazendo. Estou apenas interpretando as personagens que falam por mim.
Você também segue seu coração quando está atuando?
Kristen: Sim. Você é contratado para um filme e eu já tive outros papéis que levei a sério e realmente gostei, e aprendi com eles, se eu fosse uma atriz impulsiva ou se sentisse algo, eu não precisaria sentar e “Ok, é por causa disso,” e é algo que ajuda e muito. Eu entendo a história justamente por causa disso.
O que sabe sobre Amanhecer? Você acha que ele será dividido em dois filmes? Acha que isso acontecerá?
Kristen: Provavelmente em novembro, mas não sei se serão dois filmes ou não.
Você tem contrato para dois filmes ou somente para um?
Kristen: Eu não posso imaginar como será se eles não o colocarem em dois filmes. A história ficaria detalhada em dois filmes, seria decepcionante se perdêssemos uma boa parte dela. Eu gostaria que fosse em dois – mas para ser honesta, eu não sei o que eles farão.
The Runaways está dando o que falar. Como tem sido e como foi a experiência de participar do circuito do Sundance?
Kristen: Sabíamos que se ele ficasse bom, iria participar do festival. Mas agora que estreiou – a coisa está ficando maior do que imaginávamos, o que é animador. Foi maravilhoso o que aconteceu em Sundance, eu amo o Sundance. É um dos únicos lugares em que você pode ir, mostrar o seu filme e conversar com 300 pessoas que assistiram a ele. É apenas uma experiência diferente.
Como foi quando sua mãe te ligou e disse “Eu vou dirigir um filme e quero que você esteja nele?”
Kristen: Eu gostaria que tivesse sido assim. Estamos tentando tirá-lo (K-11) do papel. Se ela me ligasse agora e dissesse que tudo já estava certo, eu ficaria muito animada. Somos muito próximas, e, ao mesmo tempo, criativamente diferentes. Seria bem legal. Mas deixaríamos o negócio de família de lado, eu acho. Acho que nós duas trabalhamos muito e poderíamos estar juntas em algo, seria muito legal.
Fonte: twilighters